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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Saudades de Jesus

Pano pra fazer um berço,
Um berço pra o Rei solar.
Vi, Ele menino, moço,
Vi o Rei tornar-se varão.
Que saudade desse berço!

Eu conheço Esse homem!
Esse homem é o Rei sol!
Ele fez da água um vinho,
E um vinho saboroso!
Eu conheço Esse homem!

Esse homem foi capaz de
Ressuscitar a Lázaro!
Esse homem foi benfeitor
De Marta e de Maria.
Conheço, e sei de onde!

Esse homem é o mestre
Para a humanidade,
É uma luz-inspiração.
"Eis o homem!" Diz Pilatos.
Eis o homem, o bom mestre!

Tenho saudade imensa
DEle. Só o Pai que sabe!
Tenho saudade das lições
Do monte. Queria vê-lO
Pregando, em paz imensa!

Tenho saudade do tempo
Da convivência sagrada.
Tenho saudade das ideias,
Ideias renovadoras,
verdade além do tempo.

Esse homem é a água
Lustral para qualquer sede.
É por isso que eu tenho
Saudade do Nazareno,
E beber da lustral água!

Estou saudoso de jesus
Do Jordão, da Galileia,
Dos ventos, da Samaria,
Do Mar, do sol, e das pescas,
Dos camelos e de jesus!

O Monte das Oliveiras,
O Lago de Genesaré,
Ah! Jerusalém, saudade!
Ah! Saudade, Magdala!
A sombra das oliveiras!

Tiago, André e Mateus,
Pedro e João, no Templo,
Com os outros discípulos,
Maria de Nazaré, mãe
De jesus, mãe dos irmãos meus.

O Filho do homem traz luz
Para o mundo, traz amor,
Traz outro sentido para
A vida. A cruz não pesa
Tanto. A saudade dEle
Pesa, sim. A cruz feita de luz!

Nesse Natal, vamos orar
Para o mundo que chora,
Porque a humanidade
Sente falta, muita falta
De jesus. Oração! Orar!

Pano pra fazer um berço,
Um berço pra o Rei solar.
Vi, Ele menino, moço,
Vi o Rei tornar-se varão.
Que saudade desse berço!

Ivan de Albuquerque
Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em São Paulo/SP, em 25 de novembro de 2021.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Oração Íntima

Senhor!... Tu que me deste
Paz e consolo à vida,
Não me dês condição
Para espalhar na vida a sombra da discórdia,
Ou estender na estrada as pedras da aflição...

Tu que acendeste em mim
A luz do entendimento,
Na fé com que me alteias,
Não consintas, Jesus, que eu suprima a esperança
Das estradas alheias.

Tu que me concedeste o verbo edificante
Que nos induz
À prática do bem,
Nunca me deixes formular palavra,
Capaz de condenar ou de ferir alguém.

Tu que me desvendaste
O sublime valor da provação,
Que a lei de causa e efeito determina,
Não me faças entregue à queixa e ao desencanto,
Em que eu possa esquecer a justiça Divina.

Tu que me conferiste o privilégio
E a bênção do serviço,
Como ensejo celeste e dom perfeito,
Não permitas que eu viva sem trabalho,
Desfrutando o descanso sem proveito.

Naquilo que eu deseje
E naquilo que eu sinta, pense, diga ou faça,
Contrariamente à Eterna lei do amor,
Em tudo quanto eu queira sem que o queiras,
Não me aproves, Senhor!...

Maria Dolores
Livro: Antologia da Espiritualidade, Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 15 de março de 2026

O Irmão do Caminho

Simeão era muito moço ainda
Quando escutou a história de Jesus
E, acendendo esperanças na alma linda
Inflamou-se de fé, amor e luz...

Morando numa choça da montanha
Junto de antiga estrada, sem vizinho,
Era a bondade numa vida estranha,
O amigo dedicado aos irmãos do caminho.

Lia os ensinamentos do Senhor,
Mas afirmava precisar
De ação que lhe exprimisse o grande amor
Na fé que decidira praticar.

Na pequena morada, pobre e agreste,
Cavou no solo um poço... Água de mina,
Que ele, olhos em luz e sorriso na face
Oferecia a quem passasse
Por lembrança de paz da bondade Divina...

Simeão alcançara os oitenta janeiros,
Trabalhando e servindo dia a dia,
Sem quaisquer outros companheiros
Que não fossem viajantes
A pedirem pousada, companhia,
Uma noite de paz ou um copo de água fria.

Alta noite, uma voz chamou, baixinho:
-"Simeão, Simeão!... Meu irmão do caminho!..."
-"Quem sois vós?" Respondeu o interpelado.
-"Um peregrino desacompanhado...
Rogo pousada, irmão!" -Chamou o forasteiro.
Ergueu-se devagar o cansado hospedeiro,
Fez luz, abriu a porta.
Mas o vento avançou a chama semi-morta.
-"Entrai!..." disse o velhinho.
-"Agora sei que não estou sozinho."

O velhinho, entre passos mal firmados,
Sempre movimentando a luz acesa,
Trouxe a bacia de água morna e leve
Mergulhando lhe os pés ensanguentados...
Ao ver-lhe os dedos maltratados,
Disse ao viajor, tomado de surpresa:
-"Quanto sangue verteis!... Como tendes andado!...
Deu-lhe o estranho viajante esta resposta leve:
-"deus te abençoe, amigo, a assistência bem-vinda!...
creio que devo andar por muito tempo ainda!..."

De joelhos, Simeão,
Em lhe lavando os pés com infinito carinho,
A refletir nas pedras do caminho,
Ao lhe tocar nas crostas das feridas
A fim de removê-las,
Viu as chagas abertas
Eram duas estrelas...
O velhinho assombrado
Buscou fitar-lhe as mãos com ternura e respeito
E viu que estavam nelas
Grandes marcas da cruz, luminosas e belas,
Ampliando o fulgor que lhe envolvia o peito...
Ele grita, chorando de alegria:
-"Jesus!... Sois vós Jesus?!..."
E o Senhor, levando as mãos em luz,
Disse, abraçando o ancião:
-"Vem a mim, Simeão,
É chegado o teu dia
De repouso e de luz no Mais além..."

Simeão esqueceu a velhice e o cansaço
E pousou a cabeça em seu regaço...

Depois do amanhecer, outros viajantes
Chegaram como dantes,
Pedindo água, descanso, reconforto,
Mas viram que Simeão o irmão do caminho
De joelhos, para, ali sozinho,
Muito embora sorrisse, estava morto...

Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 1 de março de 2026

O Culpado Vê Culpas

Ele, bonacheirão, era amigo de farras,
Tinha esposa, dois filhos, compromissos,
Entretanto, apesar dessas amarras,
prazeres para ele eram doces feitiços.

homem robusto e rico sustentava,
Companheiras diversas de alegria,
Qual senhor que somente as percebia
De escrava para escrava.

Em certa ocasião,
O nosso cavalheiro,
Dava-se por inteiro
A certo festival de comemorações,

Em cerimônias desdobradas...
Brotavam nas estradas
Palavras e atitudes estragadas,
Era quase a loucura em muita gente...

Dois dias com três noites
De fogos de artifício em céu luzente,
E o nosso amigo usava, instante a instante,
O tempo disponível,

Sem se importar, sequer, com mudanças de nível,
E aparecia sempre acompanhado
Por uma das parceiras
Que trazia de lado...

Por fim, depois de longas bebedeiras,
E de extravio deprimente,
Ei-lo, de volta ao lar, dentro da noite alta...
Era a terceira noite em que estivera ausente

Entretanto,
Não se sentia em falta...
A esposa era a esposa, a mulher diferente,
Que devia viver, atirada num canto,

Sem direito nenhum de reclamar,
Porque sempre dispunha
Do que fosse preciso para o lar.
Ele destranca a porta, de mansinho,

Pé ante pé, segue devagarinho
Para o aposento conjugal...
Mas, avançando, vê que a esposa se debruça
Nos ombros de outro homem,

- Um homem que lhe afaga a cabeleira espessa...
Ele sente-se mal
Nas ideias sombrias que o consomem,
O incêndio do ciúme invade lhe a cabeço,

Saca de bolso oculto um revolver pequeno
E atira sobre os dois, qual se estivesse louco,
Sob a ação de algum veneno...
O homem tomba morto, após giro instantâneo,

A bala lhe arrasara os recessos do crânio...
A senhora, porém, está ferida...
O marido aproxima-se, interroga,
Ela, contudo, vê que se lhe esvai a vida,

Perdendo o próprio sangue a lhe vazar do peito;
Tenta, em vão, expressar-se e não encontra o jeito...
Mas colocando as mãos, debalde, sobre o corte
Ela fita no esposo o triste olhar da morte

E responde somente,
Como quem se revela muito dificilmente,
Ao morrer, em seguida a prolongado “ai!”
- O homem que você achou comigo
É mais que amigo,
Era o seu próprio pai.

Maria Dolores
Do livro: Coração e Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

O Anjo e a Lama

Dia de inverno nevoento.
Desce um homem do carro,
Fita a longa extensão do caminho de barro
E acusa a terra, em volta,
Tomado de revolta,
Irritado e violento:

- maldita lama!...
Não posso me arriscar
Neste caminho imundo;
Meu carro habituado à firmeza do asfalto,
Decerto tombaria em qualquer salto.
maldita seja a hora
Em que saí de casa...

E disse para a esposa que o ouvia:
- melhor voltarmos noutro dia.
E esquecer este chão que me enerva e me arrasa.

O solo humilde e escravo
Assinalou o agravo
E entrou em singular abatimento;
Mas um dos anjos de orientação
Do campo, que aguentava o assalto da garoa,
Parou no mesmo ponto, onde o homem gritara
E disse à terra úmida: - Perdoa
Os insultos que ouvistes...
Continua servindo... Não te acuses...

Chamam-te lama vil ou barro triste;
Entretanto, nas leis da natureza,
Ninguém consegue pão à mesa
Sem recorrer ao trigo que produzes.
Denominam-te chão lodoso e feio;
Nota, porém, os teus acusadores
Querem consigo as flores
Que te nascem do seio.
O homem é um ser estranho; muita gente
Que te condena e te maldiz
Não conhece o tijolo, a telha e o corpo das paredes,
Com que fazes no mundo
Tanta gente feliz.

O asfalto, na verdade, é indício de progresso
Para as rodas de todos os matizes,
Mas não sabe o processo
De acalentar sementes e raízes
Para que a planta se estenda,
Por mágica oferenda
De supremo valor,
A colheita que ajuda a conservar
A fartura no lar
Onde a vida situa a presença do amor.
Lama, somente lama desprezível,
Chamam-te aí no mundo,
Mas quase ninguém sabe,
Talvez com exceção da mãe bovina,
Que deus te honrou com a erva, pela qual a pastagem se conserva,
Para o leite seja, ante a criança,
A essência da esperança,
Alimento e calor da bondade Divina.
Não te magoem críticas e golpes,
Não olvides que, em ti, deus resguarda e resume
A química da vida que transforma
O esterco envilecido em vagas de perfume!...

A gleba imensa ouvia a mensagem celeste;
Esqueceu toda a injúria... Parecia
Que a luz do sol voltando a beijava e envolvia,
Procurando aquecer lhe
Todas as energias interiores...
Desde esse dia, a lama desprezada,
Sentiu-se renascer para nova alvorada
E passou, de maneira invariável,
A responder sem mágoa a quaisquer agressores,
Trocando acusação, golpe e azedume
Por ondas generosas de perfume,
Em braçadas de flores.

Maria Dolores
Do livro: Momentos de Ouro, Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Oração no Tempo

Agradecemos, Jesus, Ao teu amor infinito,
Este recanto bendito,
Que nos ergueste por lar,
O pão que nos dá à mesa,

A confiança, a harmonia, O entendimento,
a alegria E a bênção de trabalhar.
Agradecemos o apoio De tua força divina,
Que nos ampara e nos ilumina,
Desde a terra ao Mais além;

Os aguilhões do caminho
E o duro rigor da prova,
Que nos eleve e renova
Para a conquista do bem.

Agradecemos, ainda,
O culto vivo da prece
Que em tudo nos enriquece De paz, união e luz!...

Permite que te roguemos:
Nunca nos deixes a sós...
Seja onde for, vem a nós,
Fica conosco, Jesus!...

Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ORAÇÃO DE NATAL

NATAL VOLTA DE NOVO, EM NOVA MELODIA
ESPALHANDO NA TERRA A CELESTE ALEGRIA...

AGRADECEMOS, JESUS, A CONCESSÃO
DO MAIS FORMOSO DIA!...

AOS ESTUDOS DO TEMPO ME CONSAGRO,
NOTO QUE A INTELIGÊNCIA
NUNCA NOS DEU TANTA CIÊNCIA
A FIM DE TE SERVIR E ACOMPANHAR...
AS GRANDES MÁQUINAS VOAM, DO SOLO PARA O AR...

E ME PONHO A PENSAR:

SENHOR, AGORA, O QUE MAIS NECESSITAMOS,
DE MAIS FORÇA, DOMÍNIO, OURO E PODER,
A FIM DE QUE VIVAMOS DE CONQUISTA EM CONQUISTA,
TENDO SOMENTE, EM VISTA, ESCRAVIZAR E ESCRAVIZAR?...

ENTRETANTO, JESUS, AGORA VENHO
PEDIR-TE AO CORAÇÃO TALVES AINDA AMARRADO AO LENHO:
DÁ-NOS MAIS AMPLO ENTENDIMENTO DA VERDADE,
PARA SEGUIR CONTIGO
AMADO E EXCELSO AMIGO,
NO SUSTENTO DA PAZ E NA LUTA DA HUMILDADE!...

Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Saudade Vazia

Desde muito chorava o belo filho morto,
Num desastre de mar em suntuoso falucho...
Triste, a fidalga anciã vivia em pranto e luxo,
No esplêndido solar ao pé de velho porto...

Certo dia, a criada, em rijo desconforto,
Dá-lhe um pobre enjeitado, um magro pequerrucho.
Ela clama: Não quero! Isto é morcego e bruxo,
Tem na face de monstro o nariz feio e torto!...

E a dama solitária, em angústia insofrida,
Atravessou a morte e acordou noutra vida,
Buscando, ansiosa e rude, a afeição do passado...

Debalde soluçou, na lição do destino...
Ao desprezar na terra o infeliz pequenino,
Recusara, orgulhosa, o filho reencarnado.

Jorge Faleiros
Do livro: Poetas Redivivos, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sábado, 15 de novembro de 2025

Oração no Templo Espírita

Senhor!
Deixa que eu te agradeça novamente
As dádivas de amor
Que me fazes aqui...

Devo, Senhor, a Ti.
A graça da atenção
E os nobres pensamentos
Dos amigos queridos que me escutam,
Ofertando-me o próprio coração
Nos ouvidos atentos.

É por eles, Jesus, na alavanca da estima,
Que aspiro a caminhar, montanha acima,
Sonhando a evolução,
Com que te possa, ver, em toda parte.
No anseio de encontrar-te!...

Agradeço-te, ainda,
De espírito contente,
Este recinto amigo, doce e claro,
Em cujo seio a dor de tanta gente
Encontra proteção, alívio, amparo...

Sobretudo, agradeço
Toda mão que te serve nesta casa
E toda voz que ensina
A celeste grandeza da doutrina
Em que a tua palavra descortina,
Ante os filhos de terra,
O Reino do amor puro,
Por meta Luminosa do futuro.

Agradeço-te, mais,
O teto generoso,
A luz que me ilumina,
O lápis que me atende,
O perfume de amor que se desprende
Da mesa que me acolhe,
O exemplo dos que sofrem
Sem qualquer rebeldia,

E a fé dos que te buscam, dia a dia,
Doando aqui bondade e entendimento,
Apagando em teu nome.
Toda marca de sombra ou sofrimento.

Por todos os tesouros que nos dás,
Neste pouso de paz.
Que fulgura ao clarão da esperança bendita,
– Tesouros de alegria, vida e luz, –
Deixa que eu te repita:
– Obrigada, jesus!..

Maria Dolores
Livro: Antologia da Espiritualidade. Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sábado, 1 de novembro de 2025

Segue e Confia

Alma cansada e triste, alma sincera,
Sorve a angústia do cálix derradeiro!
Guarda a bênção da fé sob o madeiro
Da aflição que te punge e dilacera.

Trabalha, serve e crê, ajuda e espera,
Imitando o Celeste Companheiro...
Um dia, o doloroso cativeiro
Será livre e ridente primavera.

Vencendo ulcerações, trevas e escombros,
Bendize a dor que te enriquece os ombros
Com as chagas do martírio austero e forte.

A cruz que te aguilhoa, dia a dia,
É o luminoso preço da alegria
Na vida que te aguarda além da morte.

Auta de Souza
Do livro: Auta de Souza, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Se Eu Pudesse Ser Ouvida

Se eu pudesse ser ouvida
por todos em sofrimento
e onde houvesse um lamento,
uma pobre alma ferida,
consolar pudesse, então;

se eu pudesse em cada verso
fazer transbordar de amor,
cada gota de orvalho
caindo no coração
sob as ardências da dor,

E que eu fosse a mensageira
da palavra de esperança
ao espírito doente,
perdido sem deus no mundo,
como perdido em si mesmo,
por não achar mais caminhos,
na maior escuridão;

se eu pudesse ser ouvida
assim pelo meu irmão,
por quem fez de sua vida
um tema de solidão,
e além de lhe dar meu canto
pudesse estender-lhe a mão!

Ofélia de Lucena Osias
Do livro: Notícias do além, Médium: Francisco Cândido Xavier.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

A Prece

Raios de amor em sintonia com Jesus,
o pensamento é a frequência
A Prece a Divina luz...

A Prece é o alimento espiritual
que nos ilumina o coração,
assim nos ensinastes Jesus, 
ante a inquisição...

Com o pensamento em equilíbrio,
emitindo raios de bondade
é o Espírito assimilando a 
Verdadeira caridade...

Vigiai e orai pela senda da evolução,
ampare, auxilie
em forma de oração...

O pensamento é tudo, a forma não é nada,
assim disse a Espiritualidade,
em uma resposta formada...

Se o egoísmo e o orgulho,
Invadem-lhe o ser.
Pratique a Prece e conheça 
o teu santo poder...

Rogando ao Mestre Jesus, pela
Prece de cada dia,
termino assim, agradecendo em 
forma de poesia...

Autor: Denílson Ferreira da Silva

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A Senha

Sonhei que Eu estava em um enorme jardim,
neste sonho não tinha dor, era só amor, 
e uma felicidade sem fim.

Comecei a contemplar a natureza, e pensei:
Meu Deus quanta beleza, envolta de tanta riqueza.
Talvez não merecia estar ali.

Caminhei um pouco mais, não pude deixar de notar,
Lírios com o seu perfume, rosas a bailar.

Os pássaros formavam uma orquestra,
Rios e cascatas embelezavam o lugar.

Crianças cantarolavam lindas canções de ninar,
Era a presença do Mestre Jesus, Iluminando aquele lugar.

Sentei sobre uma sombra fresca, de um enorme Jatobá,
quando uma voz meiga e suave começou a me falar:

Era a minha querida Mamãe,
Que há muito tempo partiu.

Conversamos por longo tempo até chegar 
o momento e a hora do regressar.

Acordei um tanto emocionado, coração 
descompassado mas, consegui suportar.

Naquele sonho maravilhoso,
Ficou uma linda mensagem de esperança 
e de felicidade.

A senha para adentrar neste mundo é A CARIDADE...

Autor: Denílson Ferreira da Silva

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Ajuda-te

Se queres conforto e paz
Nunca reproves ninguém.
Se buscas os bens do Céu,
Começa fazendo o bem.

No campo da humanidade
Não colherás a alegria,
Sem plantar com toda gente
A graça da simpatia.

Ajuda-te! Em toda parte,
Bondade é sol que abençoa.
Planta nobre não prospera
Sem bases na terra boa.

Caridade, gentileza,
Auxílio, calma e perdão.
São das preces mais sublimes
Em teu altar de oração

Recorda que em toda vida,
Conforme a nossa procura,
O Criador nos responde
Nos gestos da criatura

Autor espiritual: Casimiro Cunha

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Além das Estrelas

Voe comigo para além das estrelas!...
Muito além das fronteiras da imaginação,
De onde, somente os que amam podem vê-las,
E ouvi-las dentro do seu próprio coração.
 
Voe comigo ao mais alto das alturas!
Onde o tempo e o espaço se confundem,
Onde passado e futuro não existem,
E no presente, o ontem e o amanhã se fundem.

Venha comigo para onde não há tempo
E bem diverso é o conceito de espaço,
Onde passado e futuro são lembranças,
Sendo, o amor, o único e eterno laço.

Sonhemos juntos na infinita imensidão,
Deixando a Terra na distância se perder.
Quanto mais rápido no espaço nos movermos,
Descobriremos que sempre há muito... Muito mais para se ver.

A imensidão já nos rodeia e inebria,
Sóis rutilantes em galáxias-continentes,
Tais joias raras em escrínios luminosos,
E tão sublimes, pois de Deus são os presentes.

Mas... Para além da imensidão... Ainda há espaço, e o tempo...
Ah!... O tempo é diferente.
Nossos conceitos não podem avaliar,
Sem que o conceito embaralhe nossa mente.

Voe comigo para muito além dos astros,
Lá apenas o amor pode ser lei,
Onde mais nada contraria a natureza,
E onde agora, em pleno amor, eu me encontrei.

Deixe fluir esta energia sideral
Que tanto cria o verme, a estrela, a flor e a luz.
Sinta e assimile o clima puro do universo.
Que vem do céu, a alma envolve e a Deus conduz!

Voemos juntos para o éden da poesia,
Que tanto encanta ao pio, quanto ao ateu.
São as moradas de que nos falou o Mestre
E que em poesia a nossa rima converteu.

Continuemos, sempre e sempre, mais além,
Buscando algures os portais da eternidade.
Almas libertas, sem tristeza, sem mais pranto,
Levando apenas leve toque de saudade.

Venha comigo para além das estrelas,
Não há fronteiras e nem há imaginação,
Pois é a verdade e só quem ama pode vê-las
E ouvi-las sempre, dentro do seu coração!

Médium: Maria José Mondin Moreira – Espírito: Giovani

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Agenda do Espírito

O Homem não se questiona
Qual a sua missão na Terra
Por isso se decepciona
Quando a vida aqui se encerra.

Pela morte, o homem deixa a "tenda"
De sua matéria imperfeita
Prá rever a sua agenda
que por ele mesmo foi feita.

E vê o que estava escrito.
Não era assim tão difícil
Se sente pequeno, o espírito
Vendo o próprio desperdício.

Amor a todos sem distinção
Era o maior compromisso
Mas não "viu" Deus, no irmão
Não amou e foi omisso.

Era pra exercer a mediunidade
Por sua vida a serviço
Não praticou a caridade
Perdeu. Mas um compromisso!

Também não perdoou o irmão
Ou com humildade, o pediu
Viveu sem comiseração
Outra postura assumiu.

Perdeu a grande oportunidade
De subir mais um degrau
Não vestiu a humildade
Buscou apenas o material.

Observa seus defeitos
E quer fazer a corrigenda
E por isso pede a Deus
Prá voltar com a mesma agenda.

Um Amigo Poeta

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 15 de julho de 2025

A Vida

De tudo, ficaram três coisas:
 
A certeza de que estamos sempre recomeçando...

A certeza de que precisamos continuar...

A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
 
Portanto devemos fazer da interrupção um caminho novo...
 
Da queda um passo de dança...
 
Do medo, uma escada...
 
Do sonho, uma ponte...
 
Da procura, um encontro...


Fernando Sabino

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

terça-feira, 1 de julho de 2025

A Subida

Disse-nos o Senhor:
-“Quem quiser encontrar-me
Tome a sua cruz e siga-me onde eu for...”
E um homem que o seguiu, sem queixa e sem alarme

Observou que o lenho o constrangia...
Caminhou, mas não mais na antiga estrada,
A cruz era pesada
Na marcha, dia-a-dia...

Perdeu de vista a risonha paisagem,
Na qual usufruíra o amor de sua gente...
Precisava escalar rude montanha na viagem
E se reconhecia, a sós, agarrando-se à frente.

Embora a cruz lhe desse chagas e cicatrizes,
Conseguiu falar, fraternalmente,
Reconfortando, os tristes e infelizes...
Levantava os caídos,

Doava nova força aos fracos e aos doentes.
Consolava os leprosos esquecidos,
Regenerava os delinquentes...
Em muitos trechos da subida,

Tratavam-no por louco e davam-lhe pedradas...
Deprimiam lhe a vida...
Quanto insulto e suplício nas estradas!...
No entanto, ele subia...

Trazia o Cristo em luz na própria mente.
Não tinha acessos de melancolia
E, sim, uma alegria diferente...
Mas chorava, por vezes, de cansaço,

A sentir, sob os pés, o vigor dos espinhos.
Refazia-se, vendo o Azul do Imenso Espaço
E ouvindo a voz do Céu na voz dos passarinhos...
Alcançando, porém, o cimo da montanha

Notava-se lhe os pés rasgados e sangrentos,
E o corpo lacerado
De atrozes sofrimentos...
Mesmo assim, agradeceu ao Cristo Amado

A viagem temível...
Para atingir o topo de alto nível...
Chegando ali, porém, vê, com assombro e atenção,
Que a Terra já não tem com ele ou sobre ele

O poder de atração...
Sentia-se envolvido em súbita leveza,
Respirando, feliz, a paz da natureza...
Reconhece que o tronco vertical do grande lenho

Transformara-se em delicado engenho
E que os braços da cruz
Eram asas de luz...
Tentou andar, mas sem querer,

Na alegria que o invade,
O homem que seguira os passos do Senhor,
Planou além, no além, buscando a Imensidade
Inflamado de amor.

Autora: Maria Dolores

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 15 de junho de 2025

A Saudade

A saudade quando bate
Na mente e no coração
Nos transforma em solitários
No meio da multidão
Muitos entregam-se aos vícios
Outros a depressão.

Saudade de quem partiu
Saudade de quem ficou
Saudade de um ente querido
Saudade de um grande amor
O remédio para a saudade
É Jesus o redentor.

Fé Esperança e Caridade
Tripé de um novo arrebol
Quando estamos felizes
É lindo o romper da aurora
Tanto quanto o pôr do sol.

Tendo resignação
E vivendo com amor
Recebemos em paz
Os desígnios do Criador.

Nem uma ovelha se perderá
São palavras de Jesus
Um dia nos encontraremos
Em um mundo de AMOR e LUZ.

Autor: Euclydes Ribeiro de Souza

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.