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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Saudades de Jesus

Pano pra fazer um berço,
Um berço pra o Rei solar.
Vi, Ele menino, moço,
Vi o Rei tornar-se varão.
Que saudade desse berço!

Eu conheço Esse homem!
Esse homem é o Rei sol!
Ele fez da água um vinho,
E um vinho saboroso!
Eu conheço Esse homem!

Esse homem foi capaz de
Ressuscitar a Lázaro!
Esse homem foi benfeitor
De Marta e de Maria.
Conheço, e sei de onde!

Esse homem é o mestre
Para a humanidade,
É uma luz-inspiração.
"Eis o homem!" Diz Pilatos.
Eis o homem, o bom mestre!

Tenho saudade imensa
DEle. Só o Pai que sabe!
Tenho saudade das lições
Do monte. Queria vê-lO
Pregando, em paz imensa!

Tenho saudade do tempo
Da convivência sagrada.
Tenho saudade das ideias,
Ideias renovadoras,
verdade além do tempo.

Esse homem é a água
Lustral para qualquer sede.
É por isso que eu tenho
Saudade do Nazareno,
E beber da lustral água!

Estou saudoso de jesus
Do Jordão, da Galileia,
Dos ventos, da Samaria,
Do Mar, do sol, e das pescas,
Dos camelos e de jesus!

O Monte das Oliveiras,
O Lago de Genesaré,
Ah! Jerusalém, saudade!
Ah! Saudade, Magdala!
A sombra das oliveiras!

Tiago, André e Mateus,
Pedro e João, no Templo,
Com os outros discípulos,
Maria de Nazaré, mãe
De jesus, mãe dos irmãos meus.

O Filho do homem traz luz
Para o mundo, traz amor,
Traz outro sentido para
A vida. A cruz não pesa
Tanto. A saudade dEle
Pesa, sim. A cruz feita de luz!

Nesse Natal, vamos orar
Para o mundo que chora,
Porque a humanidade
Sente falta, muita falta
De jesus. Oração! Orar!

Pano pra fazer um berço,
Um berço pra o Rei solar.
Vi, Ele menino, moço,
Vi o Rei tornar-se varão.
Que saudade desse berço!

Ivan de Albuquerque
Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em São Paulo/SP, em 25 de novembro de 2021.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Oração Íntima

Senhor!... Tu que me deste
Paz e consolo à vida,
Não me dês condição
Para espalhar na vida a sombra da discórdia,
Ou estender na estrada as pedras da aflição...

Tu que acendeste em mim
A luz do entendimento,
Na fé com que me alteias,
Não consintas, Jesus, que eu suprima a esperança
Das estradas alheias.

Tu que me concedeste o verbo edificante
Que nos induz
À prática do bem,
Nunca me deixes formular palavra,
Capaz de condenar ou de ferir alguém.

Tu que me desvendaste
O sublime valor da provação,
Que a lei de causa e efeito determina,
Não me faças entregue à queixa e ao desencanto,
Em que eu possa esquecer a justiça Divina.

Tu que me conferiste o privilégio
E a bênção do serviço,
Como ensejo celeste e dom perfeito,
Não permitas que eu viva sem trabalho,
Desfrutando o descanso sem proveito.

Naquilo que eu deseje
E naquilo que eu sinta, pense, diga ou faça,
Contrariamente à Eterna lei do amor,
Em tudo quanto eu queira sem que o queiras,
Não me aproves, Senhor!...

Maria Dolores
Livro: Antologia da Espiritualidade, Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 15 de março de 2026

O Irmão do Caminho

Simeão era muito moço ainda
Quando escutou a história de Jesus
E, acendendo esperanças na alma linda
Inflamou-se de fé, amor e luz...

Morando numa choça da montanha
Junto de antiga estrada, sem vizinho,
Era a bondade numa vida estranha,
O amigo dedicado aos irmãos do caminho.

Lia os ensinamentos do Senhor,
Mas afirmava precisar
De ação que lhe exprimisse o grande amor
Na fé que decidira praticar.

Na pequena morada, pobre e agreste,
Cavou no solo um poço... Água de mina,
Que ele, olhos em luz e sorriso na face
Oferecia a quem passasse
Por lembrança de paz da bondade Divina...

Simeão alcançara os oitenta janeiros,
Trabalhando e servindo dia a dia,
Sem quaisquer outros companheiros
Que não fossem viajantes
A pedirem pousada, companhia,
Uma noite de paz ou um copo de água fria.

Alta noite, uma voz chamou, baixinho:
-"Simeão, Simeão!... Meu irmão do caminho!..."
-"Quem sois vós?" Respondeu o interpelado.
-"Um peregrino desacompanhado...
Rogo pousada, irmão!" -Chamou o forasteiro.
Ergueu-se devagar o cansado hospedeiro,
Fez luz, abriu a porta.
Mas o vento avançou a chama semi-morta.
-"Entrai!..." disse o velhinho.
-"Agora sei que não estou sozinho."

O velhinho, entre passos mal firmados,
Sempre movimentando a luz acesa,
Trouxe a bacia de água morna e leve
Mergulhando lhe os pés ensanguentados...
Ao ver-lhe os dedos maltratados,
Disse ao viajor, tomado de surpresa:
-"Quanto sangue verteis!... Como tendes andado!...
Deu-lhe o estranho viajante esta resposta leve:
-"deus te abençoe, amigo, a assistência bem-vinda!...
creio que devo andar por muito tempo ainda!..."

De joelhos, Simeão,
Em lhe lavando os pés com infinito carinho,
A refletir nas pedras do caminho,
Ao lhe tocar nas crostas das feridas
A fim de removê-las,
Viu as chagas abertas
Eram duas estrelas...
O velhinho assombrado
Buscou fitar-lhe as mãos com ternura e respeito
E viu que estavam nelas
Grandes marcas da cruz, luminosas e belas,
Ampliando o fulgor que lhe envolvia o peito...
Ele grita, chorando de alegria:
-"Jesus!... Sois vós Jesus?!..."
E o Senhor, levando as mãos em luz,
Disse, abraçando o ancião:
-"Vem a mim, Simeão,
É chegado o teu dia
De repouso e de luz no Mais além..."

Simeão esqueceu a velhice e o cansaço
E pousou a cabeça em seu regaço...

Depois do amanhecer, outros viajantes
Chegaram como dantes,
Pedindo água, descanso, reconforto,
Mas viram que Simeão o irmão do caminho
De joelhos, para, ali sozinho,
Muito embora sorrisse, estava morto...

Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 1 de março de 2026

O Culpado Vê Culpas

Ele, bonacheirão, era amigo de farras,
Tinha esposa, dois filhos, compromissos,
Entretanto, apesar dessas amarras,
prazeres para ele eram doces feitiços.

homem robusto e rico sustentava,
Companheiras diversas de alegria,
Qual senhor que somente as percebia
De escrava para escrava.

Em certa ocasião,
O nosso cavalheiro,
Dava-se por inteiro
A certo festival de comemorações,

Em cerimônias desdobradas...
Brotavam nas estradas
Palavras e atitudes estragadas,
Era quase a loucura em muita gente...

Dois dias com três noites
De fogos de artifício em céu luzente,
E o nosso amigo usava, instante a instante,
O tempo disponível,

Sem se importar, sequer, com mudanças de nível,
E aparecia sempre acompanhado
Por uma das parceiras
Que trazia de lado...

Por fim, depois de longas bebedeiras,
E de extravio deprimente,
Ei-lo, de volta ao lar, dentro da noite alta...
Era a terceira noite em que estivera ausente

Entretanto,
Não se sentia em falta...
A esposa era a esposa, a mulher diferente,
Que devia viver, atirada num canto,

Sem direito nenhum de reclamar,
Porque sempre dispunha
Do que fosse preciso para o lar.
Ele destranca a porta, de mansinho,

Pé ante pé, segue devagarinho
Para o aposento conjugal...
Mas, avançando, vê que a esposa se debruça
Nos ombros de outro homem,

- Um homem que lhe afaga a cabeleira espessa...
Ele sente-se mal
Nas ideias sombrias que o consomem,
O incêndio do ciúme invade lhe a cabeço,

Saca de bolso oculto um revolver pequeno
E atira sobre os dois, qual se estivesse louco,
Sob a ação de algum veneno...
O homem tomba morto, após giro instantâneo,

A bala lhe arrasara os recessos do crânio...
A senhora, porém, está ferida...
O marido aproxima-se, interroga,
Ela, contudo, vê que se lhe esvai a vida,

Perdendo o próprio sangue a lhe vazar do peito;
Tenta, em vão, expressar-se e não encontra o jeito...
Mas colocando as mãos, debalde, sobre o corte
Ela fita no esposo o triste olhar da morte

E responde somente,
Como quem se revela muito dificilmente,
Ao morrer, em seguida a prolongado “ai!”
- O homem que você achou comigo
É mais que amigo,
Era o seu próprio pai.

Maria Dolores
Do livro: Coração e Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier
Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

O Anjo e a Lama

Dia de inverno nevoento.
Desce um homem do carro,
Fita a longa extensão do caminho de barro
E acusa a terra, em volta,
Tomado de revolta,
Irritado e violento:

- maldita lama!...
Não posso me arriscar
Neste caminho imundo;
Meu carro habituado à firmeza do asfalto,
Decerto tombaria em qualquer salto.
maldita seja a hora
Em que saí de casa...

E disse para a esposa que o ouvia:
- melhor voltarmos noutro dia.
E esquecer este chão que me enerva e me arrasa.

O solo humilde e escravo
Assinalou o agravo
E entrou em singular abatimento;
Mas um dos anjos de orientação
Do campo, que aguentava o assalto da garoa,
Parou no mesmo ponto, onde o homem gritara
E disse à terra úmida: - Perdoa
Os insultos que ouvistes...
Continua servindo... Não te acuses...

Chamam-te lama vil ou barro triste;
Entretanto, nas leis da natureza,
Ninguém consegue pão à mesa
Sem recorrer ao trigo que produzes.
Denominam-te chão lodoso e feio;
Nota, porém, os teus acusadores
Querem consigo as flores
Que te nascem do seio.
O homem é um ser estranho; muita gente
Que te condena e te maldiz
Não conhece o tijolo, a telha e o corpo das paredes,
Com que fazes no mundo
Tanta gente feliz.

O asfalto, na verdade, é indício de progresso
Para as rodas de todos os matizes,
Mas não sabe o processo
De acalentar sementes e raízes
Para que a planta se estenda,
Por mágica oferenda
De supremo valor,
A colheita que ajuda a conservar
A fartura no lar
Onde a vida situa a presença do amor.
Lama, somente lama desprezível,
Chamam-te aí no mundo,
Mas quase ninguém sabe,
Talvez com exceção da mãe bovina,
Que deus te honrou com a erva, pela qual a pastagem se conserva,
Para o leite seja, ante a criança,
A essência da esperança,
Alimento e calor da bondade Divina.
Não te magoem críticas e golpes,
Não olvides que, em ti, deus resguarda e resume
A química da vida que transforma
O esterco envilecido em vagas de perfume!...

A gleba imensa ouvia a mensagem celeste;
Esqueceu toda a injúria... Parecia
Que a luz do sol voltando a beijava e envolvia,
Procurando aquecer lhe
Todas as energias interiores...
Desde esse dia, a lama desprezada,
Sentiu-se renascer para nova alvorada
E passou, de maneira invariável,
A responder sem mágoa a quaisquer agressores,
Trocando acusação, golpe e azedume
Por ondas generosas de perfume,
Em braçadas de flores.

Maria Dolores
Do livro: Momentos de Ouro, Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Oração no Tempo

Agradecemos, Jesus, Ao teu amor infinito,
Este recanto bendito,
Que nos ergueste por lar,
O pão que nos dá à mesa,

A confiança, a harmonia, O entendimento,
a alegria E a bênção de trabalhar.
Agradecemos o apoio De tua força divina,
Que nos ampara e nos ilumina,
Desde a terra ao Mais além;

Os aguilhões do caminho
E o duro rigor da prova,
Que nos eleve e renova
Para a conquista do bem.

Agradecemos, ainda,
O culto vivo da prece
Que em tudo nos enriquece De paz, união e luz!...

Permite que te roguemos:
Nunca nos deixes a sós...
Seja onde for, vem a nós,
Fica conosco, Jesus!...

Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier.

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.
 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

ORAÇÃO DE NATAL

NATAL VOLTA DE NOVO, EM NOVA MELODIA
ESPALHANDO NA TERRA A CELESTE ALEGRIA...

AGRADECEMOS, JESUS, A CONCESSÃO
DO MAIS FORMOSO DIA!...

AOS ESTUDOS DO TEMPO ME CONSAGRO,
NOTO QUE A INTELIGÊNCIA
NUNCA NOS DEU TANTA CIÊNCIA
A FIM DE TE SERVIR E ACOMPANHAR...
AS GRANDES MÁQUINAS VOAM, DO SOLO PARA O AR...

E ME PONHO A PENSAR:

SENHOR, AGORA, O QUE MAIS NECESSITAMOS,
DE MAIS FORÇA, DOMÍNIO, OURO E PODER,
A FIM DE QUE VIVAMOS DE CONQUISTA EM CONQUISTA,
TENDO SOMENTE, EM VISTA, ESCRAVIZAR E ESCRAVIZAR?...

ENTRETANTO, JESUS, AGORA VENHO
PEDIR-TE AO CORAÇÃO TALVES AINDA AMARRADO AO LENHO:
DÁ-NOS MAIS AMPLO ENTENDIMENTO DA VERDADE,
PARA SEGUIR CONTIGO
AMADO E EXCELSO AMIGO,
NO SUSTENTO DA PAZ E NA LUTA DA HUMILDADE!...

Maria Dolores
Médium: Francisco Cândido Xavier

Imagem meramente ilustrativa – Fonte: Internet Google.