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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Rotina


Alma querida, às vezes, chora
Na rotina que acolhes por dever
Pelo frio das horas
Que o relógio te aponta
No que tens a fazer.

É a profissão que te reclama tempo,
É o lar, pedindo-te atenção,
Através de pequenos compromissos,
E o tempo voa
Qual dádiva do Céu que passa em vão.

Mas a rotina inclui outros problemas:
É o carinho de alguém que chega de improviso,
É o amigo que vem
Recordar quanto é preciso
Trabalhar para o bem.

É o parente que chega para confidências,
Largou-se do trabalho por minutos,
Num estreito intervalo.
Fala das provações que está sofrendo
E faz-se imprescindível conforta-lo.

E o dia passa nas tarefas
E nos encontros com que não contavas...
O Sol se foi e eis que a sombra se inclina
Por toda a casa e ouço-te o lamento:
- “Como é triste a rotina!”

Entretanto, alma irmã, ainda hoje,
Pude cumprimentar pessoas generosas
Aturdidas por amargura imensa...
Desejam trabalhar mas não conseguem,
Algemadas ao peso da doença.

Acompanhei equipes de visita
Aos irmãos que tateiam livros, vasos, flores,
Segregados em rude solidão...
Anseiam abraçar amigos que aparecem
Mas estão cegos de visão.

Diversos companheiros vi de perto,
Mostrando no silêncio
Raciocínios agudos...
Pretendem dialogar, trocando ideias,
Entretanto, estão mudos.

Abeirei-me de muitas criaturas
Em estradas e ermos esquecidos
Aguardando o socorro que não vem...
Recordam com saudade os entes que mais amam
E não surge ninguém!...

Reflete nos irmãos, em grandes provas,
Que vivem sem a mínima esperanças,
Da esperança que adoça os dias teus...
E, louvando a rotina que te guarda,
Rende graças a Deus!...

Autora: Maria Dolores

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Mãe


Nunca encontrei alguém que te igualasse
No tesouro de afeto e de carinho.
Ah!  Quanto me atrasei para encontrar-te,
Anjo renovador do meu caminho!

Um dia retirei-me de teus braços,
A ver, lá fora, o que eu não conhecia...
Palmas, salões, tertúlias e troféus,
Destaques e grinaldas de alegria...

Flor de emoção em versos juvenis,
No sonho de atingir a vida, a dois,
Parecia que as festas me adornavam
Para as desilusões que viriam depois.

Mas quando os desenganos me buscaram,
Em forma de amargura, abandono e mudança,
Lembrava-me de ti, a servir a humildade,
E erguia-me, de novo, ao calor da esperança.

Hoje, torno a buscar-te, Mãe Querida,
Na luz de teu amor, alto e profundo...
Dá-me a tua luz... Em ti encontro
O próprio coração de Deus no mundo!

Autora: Maria Dolores

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Poema da Disciplina


Ao homem triste que se rebelara
Contra as imposições da disciplina
Deus permitiu que ele pudesse
Escutar, de surpresa,
As notas e lições da natureza,
No âmbito de sala pequenina.

Contrariando as queixas que lhe ouvira,
Disse-lhe a grande mesa:
Eu fui, aos ares livres da floresta,
Um palácio vibrante em júbilos de festa,
Entre ninhos e pássaros cantores!
Que música de paz! Que beleza de flores!

Veio, porém, um dia,
Um homem de machado,
Decepou-me sem dó!
E depois de entregar-me à serraria,
Onde amarguei desprezo, lama e pó,
Vendeu-me para outro companheiro,
Era um singelo carpinteiro
Que me malhou durante muitas horas,
Para que eu seja a mesa em que te escoras!

O mármore do piso
Exclamou de improviso:
Adorava meu berço em formosa montanha!
A minha independência era tamanha
Que não sei descrever!
Descendente de lindas pedras raras,
Formamo-nos em séculos de luta,
Um homem, certa vez, descobriu-nos a gruta,
Separou-me dos meus,
À força me arrastou sobre os seus próprios passos,
Conduziu-me à oficina,
Fez-me em vários pedaços,
Depois disso, vim eu, de revés em revés,
Até fazer-me de escravo e servir aos teus pés.

A lâmpada informou sem pretensão:
A fim de combater a escuridão
E doar-me em vida e luz,
Sem o menor desvio,
É necessário que me ajuste ao fio
Que me guarda e conduz!

Um belo jarro à frente,
Esclareceu humildemente:
Fui um bloco de argila,
Sossegado e feliz numa gleba tranquila!
Quando fazia sol
Adorava mirar as borboletas
E sentir os perfumes
De próximo jardim.

E, à noite, admirava os vagalumes
Que acendiam lanterna para mim,
No entanto, certa feita,
Valente caçador de barro fino
Arrancou-me do lar e mudou-me o destino!
A calor desumano, em fúria desumana,
Que enlouquece e que arrasa,
Mumificou-me em fria porcelana
Para enfeitar-te a casa!

Nisso, falou antiga porta:
Nunca pude viver como quisera,
Devo permanecer em todo o instante, à espera
De ordenações e impulsos que me dás.
A fim de resguardar-te os bens e garantir-te a paz,
Protegendo-te a vida,
Cabe-me obedecer e sempre obedecer
Para cumprir contigo o meu próprio dever!

Houve silêncio e o homem transformado
Fitou, lá fora, o chão recentemente arado,
Depois ergueu o olhar para os astros distantes
E exclamou para os céus,
Em êxtase profundo:
Sê bendito, Senhor,
Pela escola do mundo!

Tudo o que serve, apoia, aprimora e ilumina,
Tudo o que a evolução entesoura e contém,
Vejo agora na luz da disciplina!
Ajuda-me a servir no infinito bem!
Valoriza, Senhor, os dias meus
E por tudo que a vida me oferece
Seja no Dom da fé por benção que me aquece,
Ou na fonte do amor que me renova e ensina,
Obrigado, meu Deus!

Autora: Maria Dolores

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Petição a Jesus


Senhor!

Perante os que se vão
Sob nuvens de pó e rajadas de vento,
Dá-me o dom de sentir
No próprio coração
A chaga e o sofrimento
Que carregam consigo
Por fardos de aflição...

Faze, Divino Amigo,
Ante a dor que as invade,
Que eu lhes seja migalha de conforto
Na travessia da necessidade.
Agradeço-te os olhos que me deste,
Espelhos claros com que me permites
Fitar fontes e flores
Ante o céu sem limites...

Mas rogo-te, Senhor,
Ajuda-me a estender a luz em que me elevas
Cooperando contigo, embora humildemente,
No socorro constante aos que jazem nas trevas.
Rendo-te graças pela minha voz
Que te pode louvar
E engrandecer-te sem qualquer barreira
De inibição, de forma, de lugar...

Entretanto, Jesus, aspiro a estar contigo,
Em singela tarefa que me dês
No apostolado com que recuperas
Nossos irmãos atados à mudez.

Agradeço os ouvidos
Em que o discernimento se me apura
Ao escutar o verbo e a música da vida
Na ascensão à cultura.
Consente-me, porém, o privilégio
De repartir o arear com que me assistes
Revigorando a quantos se fizeram
Retardados ou tristes.

Agradeço-te as mãos que me cedeste
Para dar-me ao trabalho que te peço
Na atividade do cotidiano
Em demanda ao progresso.

Aprova-me, no entanto, o propósito ardente
De partilhar contigo o serviço fecundo
Com que amparas a todos os enfermos
Que vivem sob a inércia entre as provas do mundo!

Agradeço-te o lar que me descansa
No calor da ternura em que me aqueço,
Meu veludoso ninho de esperança,
Meu tesouro sem preço...

Mas deixa-me seguir-te, lado a lado,
No concurso espontâneo, dia a dia,
A fim de que haja abrigo a todos os que passam
Suportando sem teto a chuva e a noite fria!

Rendo-te graças, incessantemente,
Por tudo o que, em teu nome, o caminho me traz,
– A compreensão, a luz, o estímulo, o consolo,
O apoio, a diretriz, a experiência, a paz...

Não me largues, porém, no exclusivismo vão
De tudo o que me dês, ajuda-me, Senhor,
A dividir também com os outros que te esperam
A mensagem de fé e a presença de amor!

Autora: Maria Dolores

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Súplica e Louvor


Senhor!. . .
Aqui estamos nós para louvar-te
e agradecer-te, de alma enternecida,
pela benção de amor com que vives conosco, em toda a parte,
por presença de luz em nossa vida.

Contigo em nós o coração descansa
E mesmo quando o dia aparece nevoento,
Eis que a Terra se faz um reino de esperança,
Uma escola de paz aos sóis do firmamento!...

Agradeço, Jesus,
Os teus olhos nos meus
Que me fazem saber, de caminho a caminho,
Que não há ser algum desprezado ou sozinho,
Que do monte mais alto ao vale mais profundo,
Todos, sem exceção, nas províncias do mundo,
Somos filhos de Deus.

Em teu discreto amparo que renova
O meu campo mental,
Aprendo hoje a ouvir todas as vozes,
Do cicio de intriga aos gritos mais ferozes,
Sem deixar-me prender às sugestões do mal!...

Com tua força em minha força
Venho apagando impulsos infelizes,
E quando o peito se me desarvora,
Conquanto sofra, sei que devo agora
Converter em trabalho as minhas próprias crises.

Ao teu poder sublime,
Escolho o verbo e o modo para o bem,
A fim de que me exprima,
Sem fazer da palavra instrumento de esgrima,
Com que venha a ferir ou condenar alguém.

Com Tuas mãos em minhas mãos,
Agradeço os amigos que me ofertas,
Para que eu possa cooperar
No auxílio aos que vão sem apoio ou sem lar,
Entre as horas de angústia e as estradas desertas!...

Não nos largues, Senhor, aos nossos próprios passos...
Olvidando-te a luz, quanta vez me perdi!...
Sem teu amor, a vida é um sonho escuro e vago,
Não me deixes a sós, nas fraquezas que trago,
Nada posso sem ti!. . .

Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Paz e Amor


Escuta, coração!
Se buscas atingir a vitória do bem,
Se desejas que a paz se te instale nas horas,
O programa é servir sem desprezar ninguém...

Contempla a terra em derredor
E reconhecerás com nitidez
Que sem base de ação e tolerância,
Nada de bom se fez!

O chão que suportou enxada e golpe
É sempre aquele chão
Onde a vida se dá e depois se retoma,
Em láureas de verdura e tesouros de pão...

A fonte que te ampara não se oculta,
Em descanso vulgar,
É aquela que não teme pedra e lodo
E cede apoio ao rio à procura do mar.

Observa mais longe:
No anseio de progresso a que o tempo te induz,
Sem força ou combustível que se gastam,
Pereceria a Terra, ante a morte da luz.

Se sonhas mundo novo, serve e segue,
Não pares, nem te deixes combalir,
O trabalho presente aproveita o passado
Para tornar mais alta a bênção do porvir!...

Não te prendas à sombra da tristeza,
Nem te entregues à queixa amarga e vã.
Auxilia, perdoa e releva hoje
E encontrarás mais bela a vida de amanhã!...

Examina conosco, alma querida:
Seja onde seja e seja com quem for,
Deus, em tudo, é a presença da bondade
Que a tudo envolve e guarda, em cascatas de amor.

Autora: Maria Dolores

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Outro Dia


Afirmas, coração, que tudo te falhou:
Felicidade, amor, confiança, promessa...
Rogas socorro e amparo de alma opressa
Para esquecer o fel que te agonia!...
Recordemos, no entanto, a natureza,
Tudo espera por Deus: o céu, a vida, o solo,
Ante a luz matinal que aclama, polo a polo:
- Outro dia, outro dia!...

Calamidades surgem...Terremotos
Lançam em torvo abismo as obras do homem,
Não se enumera as glórias que consomem
Na desordem sombria!...
Passada a convulsão, a gleba se renova,
E, enquanto ouves canções de tratores e enxadas,
Dizem rosas nas sebes orvalhadas:
- Outro dia, outro dia!...

Pensa no campo, à noite, em tempestade,
Verga-se a planta em furacão violento,
A galharia estala em desalento,
Mas o tronco porfia...
Garante os ninhos frágeis que agasalha
E, quando a aurora se desencastela,
Entoa a passarada a oração doce e bela:
- Outro dia, outro dia!...

Cai pesada barranca sobre a fonte,
Enodoa-lhe a face alegre e pura...
A fonte acolhe e abraça a lama escura
Que a deslustra e injuria,
Vence, calma, o tropeço que a constrange
E em vez de revoltar-se, agitando a corrente,
Trabalha e canta em paz, seguindo para a frente:
- Outro dia, outro dia!...

Assim no mundo, coração cansado,
Se a dor te busca, amargurosa e austera,
Nunca te desanimes!...Sofre, espera,
Luta, serve, confia!...
E escutarás na fé que te abençoa,
Sem que a palavra humana logre formulá-la,
A eterna voz de Deus que te levanta e fala:
- Outro dia, outro dia!...

Autora: Maria Dolores

domingo, 15 de março de 2020

O Semeador do Bem


Arar, moldando a gleba empedrada e agressiva
Erguer-se, sol a sol, na tarefa cativa,
Servindo por amor, ignorando a quem...
Doar tempo, esperança, força e vida,
Embora suportando a alma ferida
Na lavoura do bem.

Impedir que o serviço retrograde
Ouvir de longe o vento e a tempestade
De ciclones irados a cair...
E proteger as sementeiras novas
Contra o furor de semelhantes provas
A fim de que produzam no porvir...

Sofre insônia e anseio, de alma em chaga,
Ante os calhaus da senda em que a ideia se esmaga
Na defesa da frágil plantação;
Ouvir e desculpar, sofreando-se a custo,
O sarcasmo cruel do menosprezo injusto
De quem não crê na própria elevação...

No entanto, semeador, prossegue enquanto é dia,
Entoa no trabalho as canções da alegria
Ao ritmo da fé que te apoia e conduz;
E, após o anoitecer, nas orações que levas,
Contemplarás, Além, abrindo-se nas trevas
O sereno esplendor da Seara de Luz.

Autora: Maria Dolores

domingo, 1 de março de 2020

Nota de Fé


Em qualquer fase da vida,
Quando a prova te apareça,
Tempestade ou mágoa espessa
Ao peso de férrea cruz,
Recorda que o Céu te envia
Mais amparo do que pensas,
Mesmo nas trevas mais densas,
Deus te acende nova luz.

Conflitos, problemas, lutas
Nas sendas por onde vamos,
São lições que precisamos,
A fim de saber servir;
Não há desprezo ante os Céus,
Olha o charco que se enflora,
Pensa na noite e na aurora
E guarda a fé no porvir.

Sofrimento é igual à nuvem ...
Estrondo, fúria, ameaça ...
Depois ..., é chuva que passa,
Frutos ganhando apogeus;
Se hoje sofres, não te esqueças,
Que amanhã, no Espaço Infindo,
O dia virá mais lindo,
Brilhando no amor de Deus.

Autora: Maria Dolores

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Notícias de Deus


Vimos a Caridade,
Um anjo a visitar antiga furna...
Irradiava amor
E, dissipando, em torno, a escuridão noturna,
Fitava o Céu, dizendo ao Supremo Senhor!

- Agradeço, meu Deus, as almas escondidas,
No espinheiral do sofrimento
Que me deste a zelar,
Os corações sem sol, as derradeiras vidas
Nas fileiras da prova, aos arrancos do vento,
Que avançam sem destino, à distância do lar!

Agradeço o trabalho entre os irmãos do mundo,
Que endereças-te a mim, quando rolaram fundo
Nos precipícios da desilusão...
Porque aprendo com eles quando dói,
A loucura da inércia que destrói
Tudo o que prestigia o coração!

Agradeço os enfermos das calçadas,
As mães sozinhas e desamparadas,
Em constante aflição para sobreviver,
As crianças sem rumo e os pedintes sem nome,
A imensa multidão que a penúria consome,
Para a qual a existência é sempre o anoitecer...

Agradeço-te, oh! Pai, os braços de carinho
Que me puseste no caminho,
Que se olvidam no bem – no bem que não se cansa –
Que me apoiam a luta dia-a-dia,
Transformando-se em luz para a noite sombria
Em que devo espalhar reconforto e esperança...

Sê louvado, meu Deus, pelos talentos nobres
Da Ciência e da Arte em que te cobres
Para que o mundo cinja o esplendor estelar...
Mas perante a ampliação da Grandeza Celeste,
Sê bendito, Senhor, porque me deste
A dor da Terra para minorar...

Nisso, ouvimos alguém de próxima choupana...
Era triste mulher na cruz da prova humana,
A suplicar, em prece, alívio e proteção...
Calou-se a Caridade e abeirando-se dela,
Envolveu a doente em luz serena e bela,
Dando-lhe paz e fé nas bênçãos da oração...

De imediato,
A dor fez-se esquecida
E entendemos então
Com reverência enternecida,
- Nós que também buscamos
Apoio em devotados cireneus,
Que a Caridade é sempre em nossa vida,
A notícia real da presença de Deus.

Autora: Maria Dolores

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Nota de Gratidão


Alma fraterna e boa,
Reconheço que sou quase ninguém,
Mas agradeço em preces de alegria,
O amor com que me amparas, dia-a-dia,
Na seara do bem.

Dos giros de meu pobre itinerário,
Sempre retorno, acalentando o anseio
De atenuar o sofrimento alheio,
A buscar-te o concurso necessário.

Ao recolher-te a bênção de união,
Nas estradas de prova em que prossigo,
Ante o doce prazer de estar contigo,
Bem sei quanto te devo à elevação.

Agradeço as palavras de conforto
Que disseste comigo ao doente sem nome,
Que tanta vez se esfalfa e se consome,
De ânimo fatigado e semimorto.

Deus te abençoe a luz de bondade e carinho
Com que me fortaleces a esperança
De não desamparares a criança
Abandonada às sombras do caminho.

Aquele apoio que nos deste
Em auxílio das mães, em desespero e luta,
É um hino de louvor que o Céu escuta,
A envolver-te de júbilo celeste.

O prato, a vestimenta, o agasalho,
Que entregaste aos irmãos em desabrigo,
Tudo o que dás aos outros em trabalho
Converte-se em socorro que bendigo.

Por tudo quanto fazes e não fiz,
Por toda a paz do teu afeto irmão,
Sempre fiel ao bem, sempre nobre e feliz,
Deus te guarde e ilumine o coração.

Autora: Maria Dolores