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segunda-feira, 15 de abril de 2019

Não Reproves


Um companheiro de lado,
Triste, agressivo, irritado,
Causando preocupação,
É sempre alguém que procura

Consolo à própria amargura,
Pedindo compreensão.
Fitando qualquer pessoa
Que te injuria, perdoa

E auxilia, mais e mais...
Na multidão, no barulho,
Muitas máscaras de orgulho
São dores descomunais.

Se te mostra voz de briga,
Dá-lhe, em troca, a frase amiga,
Nada te possa alterar...
Ou simplesmente irradia

Uma oração de alegria
Que lhe atenue o pesar.
Ante os irmãos em revolta,
Sabes que estás sob a escolta

Dos Mensageiros do Bem...
A dor, no tempo, varia,
Cada qual tem o seu dia...
Nunca reproves ninguém.

Autora: Maria Dolores

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Nas Aulas do Bem


Não creias por bagatela
Que se despreze a capricho,
Algo que largues ao lixo:
O pouco que possas dar.
Qualquer apoio miúdo,
Por mais singelo que seja,
É sempre luz benfazeja
No instante de auxiliar.

Medita no companheiro
Que a prova martela e espanta,
Que se deita e se levanta,
Entre as grades da aflição;
Talvez não saibas ainda
Quanto lhe vale ao desgaste
A roupa que abandonaste
Ou qualquer sobra de pão.

Vem conosco à grande escola
Do esforço beneficente,
Encontrarás o doente
Com vasta luta a vencer.
Ou a criança rejeitada
Que não fala e apenas chora,
Lírio humano, luz de aurora,
Novo dia a amanhecer.

Numa frase de esperança,
Num pão, na paz de uma prece,
Eleva, ajuda, esclarece
E ampara seja a quem for;
Quem estende mãos fraternas
De quanto vejo e já vi,
Está construindo em si
O reino do Eterno Amor.

Autora: Maria Dolores

sexta-feira, 15 de março de 2019

Moeda Bendita


Sê bendita, moeda, quando surges
Pelo esforço de alguém,
Amparando outro alguém, que te liberta
Por sustento do bem.

Honrada sejas sempre quando atinges
Os mais remotos ângulos do mundo
À feição de alavancas do progresso
No trabalho fecundo.

Respeitada te vejas como apoio
Na civilização, dia por dia,
Espalhando na Terra, em toda parte,
Reconforto e alegria.

Veneranda te mostres sob a forma
Em que o poder humano te estrutura,
A fim de garantir os méritos da escola
No clima luminoso da cultura.

Sê bendita, porém, com mais grandeza
Onde a força que encerras se consome
Para ser pão e luz, abraçando e extinguindo
A penúria sem nome.

Enaltecida sejas com mais gloria,
Na sombra em que teu brilho sobrenade
Para lenir a dor que obscurece
As trilhas da viuvez e da orfandade.

Louvada sejas mais ardentemente,
Na mão fraterna e boa que te alcança,
A fim de transformar-te, vida em fora,
Em fé, socorro e paz, caridade e esperança.

Por toda a evolução que orientas e trazes
Onde a vida, moeda, te afeiçoe,
Mas, sobretudo, pelo bem que fazes
Deus te eleve e abençoe.

Autora: Maria Dolores

sexta-feira, 1 de março de 2019

Mensagem de Mais Alto


Ao Espírito Sábio que encontrara
Nas Alturas Imensas,
Porque me perguntara
Se vinha para a Terra,
Dei a resposta, afirmativamente,
E indaguei, reverente,
Se ele algo queria que eu fizesse
Algum aviso, alguma prece,
Algum recado salvador...

Mas aquele Celeste Mensageiro
Fitou, ao longe, as paisagens terrenas
Abraçou-me, fraterno e disse apenas:
- Se vais de novo ao mundo,
Dize aos nossos irmãos
Para unirem as mãos
No serviço do bem.
Irmã Dolores, vai! Onde encontres problemas,
Fala em Jesus e nada temas.
Onde escutes a voz que amaldiçoa,
Pronuncia com Cristo a frase que perdoa...
Dize aos nossos irmãos que o ódio tudo atrasa,
Quando nos empenhamos à melhora,
Impondo a nós, em nossa própria casa,
Em formas diferentes,
Pela reencarnação,
Inimigos ousados e doentes,
Aos quais não desculpamos noutras eras...

Recorda aos companheiros ofendidos
Que mais vale chorar, com feridas abertas
Que alardear poder ao pé dos agressores
Que passam sobre a Terra, esmagando os vencidos
Nas estradas incertas,
Se alguém clama que sofre
Não vaciles dizer
Que mais vale aguentar e padecer
Pedrada, provação, calúnia e insulto,
Qualquer espécie de suplício oculto
Que condenar alguém,
Porque a Justiça nasce Mais Além
E tudo acertará, de segundo a segundo,
Sem que ninguém precise
Aumentar no caminho as tristezas do mundo...

Onde encontres o espinho da amargura
Fala em trabalho, a força da esperança,
Que olvida o lodo e fita, além, na Altura,
A presença de Deus no Sol que não descansa
E ampara a qualquer um sem deter-se no mal...

Vai, Dolores, e dize a toda angústia humana,
Que a vida, além da morte, brilha soberana,
Sempre justa e sublime, amorosa e imortal.
Nisso, desci à Terra, entre os amigos,
A fim de repetir, repleta de alegria,
Alma irmã, prossigamos, dia a dia,
Pela fé viva e ardente caminhemos,
Procurando servir e compreender
Como simples dever,
Porque nos Paramos Supremos,
Alguém nos vê, alguém nos fala e vela,
Para que a nossa estrada
Venha a ser cada vez mais brilhante e mais bela,
E que, um dia, por fim, a nossa própria dor
Há de se converter em divina alvorada,
Entre a bênção da Paz e a grandeza do Amor.

Autora: Maria Dolores

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Mãos Benditas


Escuta-nos, Senhor,
Na luz do Lar Celeste!
Desejamos, Jesus, agradecer-te
As mãos benditas que nos deste!
Aquelas mãos sublimes
Que nos entreteceram o berço
Entre as forças do mundo,
Que fizeram escolas,
Aquelas que tornaram nossos dedos,
Revestidas por ti de amor terno e profundo
A fim de penetrarmos nos segredos
Das palavras e letras da instrução...

As que encontramos no caminho,
Quando a sombra da mágoa nos alcança
E acendem para nós com simpatia
O facho da esperança.
Aquelas que nos trazem,
Ao sol do dia-a-dia,
Exemplos de trabalho.
As que cavam a terra,
Muita vez suportando espinhos agressores
E vibram de alegria
Ao vê-la transformar-se em celeiro de flores!

As que fazem o pão,
As que costuram vestes multiformes,
Cobertura e agasalho,
Aquelas que nos dão
A bênção da limpeza,
As que buscam nos dons da Natureza,
Quantas vezes, cansadas de lutar,
Os recursos da vida
Que nos erguem o lar...

As que socorrem os doentes,
As que se inclinam para os sofredores,
Em recintos de angústia, lares e hospitais,
Que afagam companheiros indigentes
Ou que protegem pobres pequeninos
Revelando desvelos maternais!

As que orientam para a ordem,
Garantindo a justiça e a segurança,
As que escrevem bondade, educação, beleza,
Em que a estrada se eleva e a mente se aprimora,
Criando, mundo afora,
Idéias de otimismo, reconforto,
Das quais se estende a luz de surpresa em surpresa...

Aquelas que se humilham quais violetas
E, revolvendo o pó,
Levantam nosso irmão ou nossa irmã
Caídos nas sarjetas
Ou no esgoto comum,
De coração dizendo a cada um:
– “Você não está só”.

As que foram batidas
Por críticas mordazes
E prosseguem agindo como fazes,
Retribuindo o mal com o bem;
As que ajudam e passam
Sem ferir a ninguém...

Benditas sejam elas
Todas as mãos, Senhor, que procuram servir,
– Exército de estrelas a buscar-te,
Edificando, em toda parte,
O Reino do Porvir.

E agradecendo-as, rogo-te, Jesus:
Toma-me as mãos vazias,
Faze-me trabalhar
Em todos os meus dias!
E porque me conheça
Tão pobre quanto sou,
De revés em revés,
Sem nem mesmo poder

Aspirar, ante os séculos futuros,
À sublime ventura,
Anseio conquistar a posição
Da serva que se esqueça
Nas tarefas de amor que o teu amor reparte.
E, a despeito de minha imperfeição,
Frágil, errada e inculta, quero dar-te
Meu próprio coração.

Autora: Maria Dolores

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Mãe Deus te Abençoe


Quero, mãezinha, agradecer-te, em festa, por tudo o que me dás ao coração, entretecer-te uma canção modesta, mas todo esforço é vão...

Se pudesse dizer a gratidão que sinto por teu santo carinho protetor, precisaria conhecer na essência toda a glória do Amor.

Tens o segredo da Bondade Eterna, Deus me acena e sorri por tua face... Não há sábio no mundo que defina o Sol quando aparece, o lírio quando nasce!

Falar de ti, mostrar-te? Isso seria como explicar da Terra, olhando a Altura, a doce maravilha de uma estrela a guiar o viajor em noite escura.

Converto em prece o reconhecimento, que em meu peito humilde se extravasa, rogando ao Céu te envolva em rosas de ventura, anjo sustentador de nossa casa!

Deus te guarde, mãezinha, pelo berço, descuidado e risonho, em que me acalentaste para a vida, como flor de teu sonho.

Deus te engrandeça pelos sacrifícios e pelos sofrimentos que te impus, quando em pranto escondido te arrasavas para ser minha Luz.

Deus te compense pelas noites tristes de aflição que te dei, pelo perdão de tantas vezes, tantas! Quantas foram, não sei ...

Deus te enalteça a fonte de ternura, que nunca se enodoa e nem se cansa, pelo cuidado com que me restauras, ante o dom do trabalho e a forca da esperança!

Perdoa se te oferto unicamente, na minha devoção de todo dia, o meu ramo de flores orvalhadas nas lágrimas que choro de alegria!

Com júbilos divinos, Mãe querida, que a celeste bondade te coroe! Por tudo o que nos dá nos caminhos da vida, Deus te exalte e abençoe!

Autora: Maria Dolores

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Mensagem da Terra


O Homem que esmorecera no trabalho;
Deitando-se no chão por rebeldia,
Ao sentir-se infeliz e descontente,
De ouvido rente ao solo,
Escutou, de repente,
As palavras que a Terra lhe dizia: -

- Sou tua mãe, a Terra! ... Ergue-te e anda! ...
Não te magoes, meu filho, contra a vida,
Tudo o que Deus nos manda
É luz que aperfeiçoa ...
A dor vem dessa luz que nos convida
Ao trabalho do bem que não se cansa
De criar a alegria e gerar a esperança ...
Levanta-te, caminha, ama, serve e perdoa! ...

Fita-me a pele desolada,
Fiquei ferida assim, ante os golpes da enxada,
Para que tenhas pão à mesa! ...
Sofrer para ajudar é lei da Natureza! ...

Deus pede que eu responda à injúria dos tratores,
Mais frutos produzindo, em braçadas de flores ...
A quem me atire lama, lodo ou estrume
O Senhor determina
Que eu forneça mais verde e mais perfume,
Porque, segundo as leis da Bondade Divina,
De tudo quanto existe, o amor somente
É valor permanente
Do verme que se oculta em baixo nível,
A estrela que parece inatingível! ...

Embora eu tenha o Céu por segurança e escolta,
Tenho milhões de filhos em revolta
E, às vezes, eles mesmos se exterminam
Em conflitos sangrentos,
Mas nunca sabem de meus sofrimentos,
Porque, sou mãe vivendo aos sóis no Espaço,
E a todos acalento em meu regaço.

Deus é Pai que jamais, amaldiçoa,
Por isso, filho meu, ama, serve e perdoa! ...
Um dia, ao ver o mal a envolver-me de todo,
Em torrentes de ódio, sangue e lodo,
Supliquei ao Criador nos mandasse mais luz
E o Céu nos enviou o ensino de Jesus! ...

Jesus veio e entreabriu-se nova aurora,
Amou e fez de si divina doação,
E muito embora
Muita gente buscasse a redenção
É preciso dizer que, até agora,
Quase que ninguém quis
Receber de Jesus o dom de ser feliz.

Notando o orgulho a dominar o mundo,
Nas guerras sem razão sob o ódio iracundo,
Pisando, desprezando ou destruindo,
Tudo aquilo que fiz de mais puro e mais lindo,
Derramo, às vezes, lágrimas ardentes...

O vulcão é meu choro em lavas comburentes! ...
Nunca roguei, porém, compensações nem mimos.
Guarda a fé, filho meu, contempla de altos cimos,
No firmamento azul que nos recobre
A divina grandeza do porvir,
Porque o trabalho, em si, não é triste, nem pobre...
E todos viveremos
Nos triunfos supremos
Do privilégio de servir! ...

Desperta, filho meu, ergue-te e vem,
Trabalhemos com Deus na Seara do Bem! ...
E o homem deslumbrado,
Levantou-se do chão que atravessara a esmo...
- “Servirei, servirei! ...” – prometeu a si mesmo.
Ao erguer-se, sentiu a vida em torno...
Não longe, alguém guardava o pão no forno...
Enxergou renovado,
Árvores, animais, lavradores cantando,
As flores se entreabrindo e as abelhas em bando...
Depois, em oração que a fé viva descerra,
Gritou alçando ao Alto os braços seus:
- “Louvado seja Deus!
Ouvi a voz da Terra,
Obrigado, meu Deus! ...”

Autora: Maria Dolores

sábado, 1 de dezembro de 2018

Lembrança da Coragem


Entre as lutas da existência,
Quando a estrada te pareça
Um campo de sombra espessa,
Sob tormenta a rugir,
Não temas, segue adiante,
Cumpre os encargos que levas,
Lembra que a luz rompe as trevas,
Descortinando o porvir.

Nesses instantes amargos,
Por maior a dor terrena,
Guarda a fé que te asserena,
Não te lastimes em vão...
Nasce a rosa no espinheiro,
A estrela é glória noturna,
O ouro emerge da furna,
A fonte serve no chão...

Não pares, nem contes mágoas,
Dor que te fere ou te isola,
É sempre aula na escola
Que o Céu te pede transpor...
Prossegue amando e servindo,
Ao término da jornada,
Faz-se a noite madrugada
No dia do Eterno Amor.

Autora: Maria Dolores

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Lema da Felicidade


Alma querida, escuta
Quando a tribulação te agrave a luta,
Flagelando-te o ser
Tanto quanto desejas elevar-te,
Recorda a Lei de Deus, em toda parte:
- Trabalhar e esquecer.

Não te agrilhoes a nuvens do passado,
Nem te aflijas pensando no porvir,
De esperança a bilhar no coração contente,
Renova-te e confia alegremente
No privilégio de servir.

Contempla, dos caminhos em que pousas,
No amálgama das vidas e das cousas:
Todos os elementos que te apoiam,
Do Mundo Conhecido ao Mais Além,
Guardam consigo apenas,
A fim de que o progresso sobrenade,
Aquilo que lhes dê continuidade
No trabalho do bem.

O astro do dia, a refulgir no tempo,
Quanta vez terá visto sobre a Terra,
Povos e gerações, servos e reis,
Templos e tribunais, ordens e leis,
Nas florações da paz ou nas cinzas da guerra!
Observa, porém, que o Sol não fala disso
E, ainda hoje e sempre, a resguardar-nos,
Permanece em serviço.

O chão silencioso não confessa
Quanta vez engoliu detritos agressores,
Sabemos tão-somente que responde,
Onde o lixo, às ocultas, se lhe esconde
Com braçadas de flores.

Fertilizando a vida,
A fonte deixa o lodo e tudo olvida,
Para ser água, enfim, clara e singela;
A argila sofre o fogo que a transforma,
Tudo esquece, ganhando nova forma,
Em porcelana rendilhada e bela!

Assim também, alma querida e boa,
Não reclames, perdoa,
E nem exijas, ama!
Se aspiras a encontrar as Alturas do Bem,
No anseio por mais luz que te mantém,
Auxilia e constrói algo mais que o dever,
Porquanto, o lema da felicidade,
Sem que a dor nos deprima ou a queda nos degrade,
Será sempre servir, trabalhar e esquecer.

Autora: Maria Dolores

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Minutos de Deus


Bastas vezes, perguntas, alma boa,
Qual a razão do sofrimento...
Porque a treva da angústia na pessoa...
E também vezes muitas
A recear a justa explicação,
Foges de coração cansado e desatento...

Enquanto podes fazer isso,
Satisfazendo a impulso vão,
Ausentas-te dos quadros de amargura,
Como quem busca o reboliço
Para esquecer o assombro e a inquietação
Que observas nos outros
De alma triste e insegura
Quando colhidos pela provação...

Mas se um dia chegar em que não possas
Distanciar-te do recanto,
Em que a tristeza se conhece
Por neblina de pranto,
Por maiores as dores e os problemas,
Acende a luz da prece
E, esperando por Deus,
Não te aflijas, nem temas...

Ora, detém-te, anota, pensa e escuta
Sob as tribulações em que a sombra domina,
Quando estamos a sós, dentro da própria luta,
Rodeados, ao longe,
De constrangidos cireneus
É que achamos na vida
Os minutos de Deus,
Nos quais se pode registrar
A palavra divina.

Nas estações difíceis do caminho,
Que todos conhecemos
Por solidão, angústia, desengano,
À distância de todo burburinho
Em que o prazer humano
Lembra incêndio de sons que explode e estala,
Nessas pausas de dor do pensamento,
Em que o tempo parece amargo e lento
É que o verbo de Deus nos envolve e nos fala...
Mesmo sem qualquer força a que te arrimes,
Presta a própria atenção
À voz que te procura o coração
Nessas horas sublimes.

Entretanto, não creias,
Perante a aceitação a que te levas
Que Deus te reterá na mágoa que te invade,
Nas teias abismais da crueldade
Ou no bojo das trevas...

Logo após o celeste entendimento
Em que a bênção do Céu se te anuncia,
Ressurgirás em novo nascimento,
A dentro de ti mesmo,
Como quem se revê ao sol de novo dia...

Lembra o próprio Jesus,
Se consegues cismar, em torno disso;
Do berço em louvações
A última páscoa em festa, brilho e luz,
A vida do Senhor
Foi um hino de júbilo e de amor
Em música de paz e de serviço...

Mas chegando ao Jardim das Oliveiras,
Ei-la escutando o Pai, horas inteiras...
E, através do diálogo divino,
Colocado em si mesmo, solitário,
Encontra o sacrifício por destino,
Desde a prisão injusta às pedras do Calvário...

Entretanto, depois
Da renúncia suprema,
Qual se guardasse em si o fel da humana escória,
No suplício final, perante a multidão,
Fez-se o Cristo Imortal do Amor e da Vitória,
Na luz divina da ressurreição.

Autora: Maria Dolores